domingo, 25 de outubro de 2009

Mais um

Based on tweet nº 427

Odeio números, a contagem me cansa. Odeio números e odeio pessoas que se comportam como tais, mais um aqui, mais um acolá. De igual modo, odeio quem me trata como um número, não vim ser mais um para ninguém.
De mais-uns, esqueço o nome, o rosto e o gosto, de mais-uns não sobra nada além de um número. E De que me serve um número? Gosto de pessoas marcantes, datas memoráveis e carinho eterno, mesmo que o fim venha. Gosto de sentimentos envolventes, frio na barriga e saudades. Um número é incapaz de me dar essas coisas, ele vem, ele vai e sem nenhum sabor de quero mais, ele me deixa no portão de casa.
E como dói transformar expectativas em estatísticas. E como dói saber do vazio de algo que podia ser grande, que queria que fosse grande. Não gosto de vazios, de números pequenos, um, só mais um.
E desse modo, deixo-me ficar no portão, naquele mesmo portão, com nenhum gosto na boca, com nenhuma esperança, com aquele sentimento de vazio, bem, talvez alguém ache que eu lucrei, tenho mais um.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Vazio

Sinto a dor, a dor que sinto em minha completa solidão.
Se sou tão desejável, por que não sou tão desejado?
Queria alguém perto, mais perto, mais, um pouco mais.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Signs

I love the life… I’m crying and laughing at the same time
Life has got to be like that
Let's smile more, please, please, please:
Peace.Love.Light.Colors.
I believe in the power of love!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Me chamaram de louco, de rebelde, de criança, esqueceram de me chamar de poeta.

Um poeta faz o que não é certo fazer, um poeta acorda no meio daquelas pessoas vestidas com roupas iguais que caminham no mesmo caminho, o caminho de sonhos projetados, de vontades vazias e de vidas translúcidas, ele acorda e para, sofre esbarrões, é xingado, mas enfim consegue perceber que aquele andar é errado, se projeta para fora daquela fila de zumbis e a observa, como dói a ele ver tanta gente diferente agindo da mesma forma.
Um poeta quer ver isso acabar, quer que todos virem poetas, que todos criem, sonhem, renasçam, vivam a vida da forma mais bela. Um poeta acredita na diferença, um poeta é diferente.
Um poeta vê tudo em cores, vê a saída, vê luzes em todos os lados. Ele flutua por sobre as pessoas que tudo ignoram e consegue ler pensamentos, ver sofrimentos e disparar sorrisos. Não aceita o padrão, não aceita a imposição, quer tudo que é seu, quer que tudo seja seu.
Já conheceu a lua, viu as estrelas, sonhou com os deuses, quis pelo menos namorar um. Ele brinca como uma criança, brinca com o mundo, com as palavras, com a verdade.
E tudo que o poeta faz, não faz por simplismente por fazer, tudo que um poeta faz, faz para tirar daquela fila você!

É, um poeta também é louco!


quarta-feira, 22 de julho de 2009

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A razão da vida é difícil de se saber e quem encontrar com certeza terá um milhão do Nobel, mas duvido que isso ocorra. E apesar de toda tecnologia e de tudo que se sabe, o sentido da existência parece se distanciar de nossas mãos. Seria o Amor a razão para tudo? Não, certamente não! Mas pra que buscarmos insistentemente Amor? Simplismente porque ele foi único que até hoje foi capaz de a ela um prazer, que conforta, que acalma e alegra, incrivelmente sem nenhuma razão. E assim humanos se distanciam dos porquês e amam, para que a vida tenha pelo menos uma segunda chance de se redimir, se redimir por existir.
Enquanto ao Amor, existem amores e Amores, amores fugazes, amores eternos, amores de cama, amores fraternos, paixões... Como distingui-los? Indo até o fim! Correndo riscos, rindo, se entristecendo, quantas vezes um simples olhar nos deixam felizes? O que há nesse olhar, nesse sorriso?? E sempre há a dor, não é isso o que eu quero, não era assim que era para ser, mas somos humanos e nos apaixonamos por humanos, não há um humano sequer capaz de não nos aborrecer, de nos deixar completamente satisfeitos "com o produto", mas há sim alguém ,ou alguéns [quem sabe?], capaz de nos fazer tão bem que defeitos são reduzidos e a vida, tão travessa, se faz boa.

domingo, 3 de maio de 2009

Coragem!

Já me perdi. Já não tenho a força de antes, nem a vontade de viver. É simples querer isso ou aquilo para mim, os desejos se acumulam, mas fazer de tudo para conseguir como fazia antes, não há coragem.
É clichê, mas meus nervos de aços se enferrujaram. Tudo era tão fácil, como se o simples fato de querer fizesse tudo real. Eu me perdi porque quis me perder, quis me perder de você. Quis não mais me lembrar de seus beijos e abraços e principalmente não me lembrar de suas palavras, palavras que cravei na alma e levo comigo, tristes e serenas, vão me destruindo por dentro. Será que eu me lembro de como elas me faziam felizes?
Agora, não sinto sua falta exatamente, não preciso de você. Preciso de ter o "nosso" de novo, não meu e seu, mas meu e de quem for capaz de me dar paz.
A coragem que eu tinha foi embora. Não me arrisco, pra quê mais dor? A tarde hoje está muito bonita, o sol na minha janela e eu estava de cortinas fechadas. É assim que estou, de cortinas fechadas, pode haver a beleza que for lá fora, mas tenho medo de machucar meus olhos com a claridade, me tornei um ser da noite, obscuro, ilusório, um quadro pitorescoe completamente em branco.
Tenho ver que tipo de vida levava antes de você, mas minhas memórias se resumem no dia em que te deixei e deixei a mim mesmo com você, guardou com carinho? Acho que não! Os meandros da vidas me deixam tontos, vou ainda me afogar nas minhas próprias palavras.